Duas edições, um NPS de 88 (zona de excelência) e um recado importante: só publicar vaga afirmativa não é atrair. Este é o bastidor de como construímos o encontro que conecta empresas e profissionais com deficiência.
Depois da segunda edição do Carreira sem Barreiras, li todos os comentários da pesquisa de satisfação. Dois deles ficaram comigo: Bruna, pessoa com deficiência visual, contou que estava desempregada. Ela havia trabalhado como assistente de RH, voltou a estudar e está se formando na área. Escreveu que o evento a fez acreditar ainda mais no próprio propósito. Já Charles disse que ver pessoas com deficiência protagonizando as palestras foi o que mais o motivou, e que espera fazer parte de uma das empresas que estavam ali.
São dois recados entre centenas parecidos, em um evento avaliado com NPS 88 e nota 9,6 em acessibilidade. E eles explicam por que esse encontro funciona como estratégia de atração: quando a experiência é boa de verdade, a pessoa não sai só com informação, sai querendo trabalhar nas empresas que proporcionaram esse momento de conexões e de desenvolvimento. É disso que marca empregadora é feita, e vai além: posiciona a empresa como marca formadora.
O contexto ajuda a entender o tamanho da oportunidade. A comunidade com deficiência no Brasil passa de 19 milhões de pessoas, e o retrato oficial mais recente do mercado de trabalho é duro: a taxa de participação na força de trabalho é de 29,2% entre pessoas com deficiência, contra 66,4% entre pessoas sem deficiência, e o nível de ocupação fica em 26,6%. A desigualdade se mantém até no topo da escolaridade: entre quem tem ensino superior, a participação é de 54,7% para PcD e 84,2% para as demais pessoas. Muita gente lê esses números como escassez de talento qualificado. Não é: é falta de acesso. E acesso se constrói com conteúdo, representatividade e conexão direta, o que o Carreira sem Barreiras faz desde 2024.
Os números da última edição:
A edição de 2025 aconteceu em uma manhã de outubro, transmitida ao vivo para todo o Brasil, com legenda e Libras, cinco horas de programação, dois painéis, duas palestras, 17 porta-vozes com expertise e representatividade, além de cinco marcas patrocinadoras. O resultado?
A primeira edição, em 2024, tinha somado 2.436 inscrições no online e um encontro presencial com 948 candidaturas para 49 vagas de oficinas de carreira conduzidas dentro das empresas patrocinadoras. Ou seja: a demanda existe e é maior do que a oferta de espaço em quase todo processo seletivo afirmativo do país.
Foi justamente lendo essa oportunidade que passamos a construir encontros presenciais com grandes marcas, em diferentes localidades do Brasil. É uma estratégia mais próxima e mais segmentada, que potencializa a conexão com oportunidades reais de trabalho, e não apenas o desenvolvimento. Foi assim com a Unilever: levamos talentos para uma manhã de desenvolvimento e recrutamento ágil na sede da companhia, em São Paulo capital. Em breve publicamos o case completo por aqui. Se a sua empresa quer entender o formato e construir uma iniciativa com a gente, agende uma conversa por aqui.
Quem é essa base de talentos
Este é o dado que mais interessa a quem trabalha com atração. O perfil dos inscritos na edição de 2025:
Traduzindo para a prática do recrutamento: é uma base majoritariamente PcD, negra, adulta, com experiência formal e disponível. Não é um público que precisa ser convencido a trabalhar. É um público que precisa de processo acessível, gestor preparado e clareza sobre o caminho depois da contratação.
De que adianta atrair e desenvolver pessoas, se a empresa não garante a inclusão de verdade depois que elas entram?
É por isso que a nossa atuação não para na atração. A Profera trabalha também no desenvolvimento profissional dos talentos e na construção de uma cultura inclusiva e impulsionadora dentro das empresas, com treinamentos direcionados e trilhas formativas completas para capacitar o RH, o time de gestão e toda a equipe. É o que sustenta o crescimento e a permanência de todos os perfis, e o que faz a conta fechar em resultado para o negócio. Vale conhecer o portfólio completo de treinamentos e de trilhas formativas.
Três aprendizados que mudaram o nosso desenho
Como a sua empresa entra nessa
O evento é produzido e realizado de ponta a ponta pela Profera, o que significa que a sua equipe não assume produção, curadoria nem tecnologia. Existem dois caminhos:
Em qualquer um dos formatos, as entregas centrais são:
Atrair é metade do trabalho
Contratar sem preparar o ambiente é criar rotatividade com etiqueta de diversidade. Por isso o evento se conecta a três programas de formação, que podem ser contratados junto com a cota:
Em cinco anos de eventos de carreira, chegamos a mais de 5 milhões de pessoas impactadas, 70 mil inscrições na nossa base de talentos plurais, mais de 40 eventos realizados e mais de 60 empresas patrocinadoras. Novas edições do Carreira sem Barreiras estão previstas para ainda este ano, e as oportunidades são limitadas justamente para que cada marca tenha espaço real de conexão, e não apenas um logo no rodapé.